Caderno de tanto

Quinquagésimo sétimo escrito

Achar que não tem nada pra oferecer pra ninguém é ironicamente presunçoso. O fim da trégua não vem com um grande evento, vem com essas coisas velhas que parece que sempre vão acabar voltando feito uma coisa de fundo que desafia qualquer senso de movimento. O indigno, o digníssimo, a sia maria e o vampiro são boas histórias pra quem está o tempo todo construindo sua própria narrativa histórica, quem sabe em um movimento de compensação sobre ser sempre puxada de volta pro mesmo lugar. Ter estado consciente da trégua talvez já desfaça a ideia de trégua. Meio que esperando a hora em que ela ia inevitavelmente acabar. Não foi no dia do tombo, como eu achava que talvez fosse quando estava correndo na sete. Não foi no dia do sofá, apesar dos desafios daquele dia. Foi assim de bobeira, quando vê está lá a mesma armadilha de sempre pra eu cair como sempre.



(Já tem um tempo esse, achei por acaso, hoje to bem)