Caderno de tanto

Enésimo escrito

(Este é o enésimo porque é um compilado de escritinhos num caderninho que eu levei pra lá e pra cá na bolsa durante uma parte do ano passado e início deste ano)

As sensibilidades avisam, alertam,
uma hora a hora chega, você vai ver só
Você vai tentar fugir, vai tentar se esquivar,
e eu cada vez mais perto,
esse jogo é meu
Ainda bem
as emboscadas
Porque comigo só assim

Aflição das pessoas que queriam que estivesse mais frio
que se empolgam com qualquer queda de temperatura pra mostrar seus luquinhos igual estivesse frio
Mas né
eu
vestindo igual verão do Rio quando a máxima é vinte e sete ainda que a mínima seja tipo
quatorze
Nossas fantasias em lados opostos de uma trincheira menos importante

Tudo só pode ser tudo o que poderia ser naquele momento, naquele conjunto empilhado de circunstâncias
o controle não existe
cada risco conta uma história de um instante único que só poderia produzir aquele risco e nenhum outro
(O cognato entre risco de rabisco e risco de arriscar me dá vontade de ter ideias mas eu to cansada)

Trans, bi, não-mono, comunista, vegana, maconheira, até aí nem digo nada!, mas usuária de transporte coletivo?!

Minhas coxas (gostosíssimas) dóem do Terminal do Carmo